
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Diálogo das criaturas

A Alegria me invade...
Não a euforia, coisa barulhenta, que passa e deixa estragos, como os furacões e terremotos!
Mas a verdadeira Alegria!
Essa que chega de mansinho e fica, toma a forma da alma!
Sim, ela mora em mim, é cândida, companheira, ela me faz gostar de silenciar em meus momentos de deserto, onde com a natureza converso.
Esse diálogo com as criaturas me enleva, me torna serena, misturo me as folhas secas caídas pelo chão e tenho a dimensão de quem sou, do meu nada abismal diante do tudo!
Sou pequena eu sei, e assim me desnudo.
Com as criaturas continuo meus colóquios, aprendo dos pássaros a intensidade dos momentos... vejam como celebram o dia que se inicia!
Com hinos de louvores, eles entoam as laudes!
Os pássaros acordam sempre de bom humor, fico triste quando encontro alguém que não gosta de ouvir a algazarra dos pássaros pela manhã, me fazem pensar - Em que baú será que trancaram a alegria?
Tenho que falar das intrigantes e generosas abelhas, ocupadas com doces afazeres, mistura ao trabalho o que tem dentro de si, e temos então em taças de cera, o mais doce néctar, de campos distantes ou de minha floreira.
Gosto de sentir as flores sorridentes, tão generosas, ainda escreverei sobre a personalidade das flores, elas têm! E muita!
E seus botões sonhadores...os botões sonham um dia serem flores!
Gosto dessas coisas pequenas, essas que me fazem abrir a alma para tanta vida!
E ver que o tempo não corre, ele caminha, o tempo é hoje, é agora, nele me dissolvo, e ao contemplar a natureza descubro que sou eterna de novo!
E nessa serena alegria entro em sintonia, com esse grande concerto!
Montanhas, rios, aves, estrelas e galáxias, que bela harmonia!
Não quero ser a nota dissonante dessa linda sinfonia!
.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Pequenos vocês que guardei nas coisas I

Papel de bala dado nó
Sulfite branquinho,
petit gateau
bicicleta a caminho
Estrela solitária e Art noveau...
Coisas que me lembram você...
não sei nem o porque
Apito de navio
Aroma de café
Horizonte anil
Tênis no pé
Pequenos vocês que guardei nas coisas
Porque não sei dizer...
Peixe piloto
Uniforme negro
Nave espacial
Senhas e segredo...
Farofa ao contrário
Nada muda...
é despedida que queres
Não me iluda...
Que seja assim então
Seu disco, sua canção
Seu mundo sem mim
Acabou o suco de limão
E a espera sem fim...
Sulfite branquinho,
petit gateau
bicicleta a caminho
Estrela solitária e Art noveau...
Coisas que me lembram você...
não sei nem o porque
Apito de navio
Aroma de café
Horizonte anil
Tênis no pé
Pequenos vocês que guardei nas coisas
Porque não sei dizer...
Peixe piloto
Uniforme negro
Nave espacial
Senhas e segredo...
Farofa ao contrário
Nada muda...
é despedida que queres
Não me iluda...
Que seja assim então
Seu disco, sua canção
Seu mundo sem mim
Acabou o suco de limão
E a espera sem fim...
Katia Ceregatto ;-)
Hoje não há poesia...

Uma lança...
Assim sinto suas palavras
que mais do que ferir...
Me despertaram
a poucos passos do real...
Assim sinto suas palavras
que mais do que ferir...
Me despertaram
a poucos passos do real...
Hoje não escrevo poesia
Estou sem rima... é minha sina...
Quero apenas um lugar para deitar a cabeça...
Quem sabe uma manta que me aqueça...
Frios ventos... fria lança...
Por todos esses anos
Atravessei mares bravios,
Invernos tenebrosos,
Solidão que parecia eterna...
Até em tuas mãos poder pousar
E agora fria lança fere meu coração
E frios ventos levam-me embora...
Como um pássaro que havia regressado para casa
Faminto, ferido, mas feliz, assim voltei para você...
Mas percebi que não és mais minha casa,
E esse vento frio que sopra
Estou sem rima... é minha sina...
Quero apenas um lugar para deitar a cabeça...
Quem sabe uma manta que me aqueça...
Frios ventos... fria lança...
Por todos esses anos
Atravessei mares bravios,
Invernos tenebrosos,
Solidão que parecia eterna...
Até em tuas mãos poder pousar
E agora fria lança fere meu coração
E frios ventos levam-me embora...
Como um pássaro que havia regressado para casa
Faminto, ferido, mas feliz, assim voltei para você...
Mas percebi que não és mais minha casa,
E esse vento frio que sopra
onde antes havia paixão
Congela minha alma...
Congela minha alma...
De tão longe para tão perto de ti...
E agora mais distante do que nunca...
Preciso continuar
e beber do cálice da alegria serena
Dos que consolam os espinhos que os rasgam...
Vou alçar vôo de novo
É...é incrível como penso em mim como num pássaro
Desde minha infância sempre me vejo partindo
Essa é a primeira e mais forte imagem que tenho...
Talvez porque eu tenha a exata dimensão de nossa brevidade
Talvez por isso, eu viva cada segundo de forma intensa...
Acho que sou só sentimentos...
Não me preocupo com o como, nem com o porque,
Mas com a essência das coisas...
Não me ajusto a esse mundo matéria
Onde vejo algo tão puro que a ti trouxe
Ser rejeitado, desdenhado e derramado
Como um perfume barato...
E agora mais distante do que nunca...
Preciso continuar
e beber do cálice da alegria serena
Dos que consolam os espinhos que os rasgam...
Vou alçar vôo de novo
É...é incrível como penso em mim como num pássaro
Desde minha infância sempre me vejo partindo
Essa é a primeira e mais forte imagem que tenho...
Talvez porque eu tenha a exata dimensão de nossa brevidade
Talvez por isso, eu viva cada segundo de forma intensa...
Acho que sou só sentimentos...
Não me preocupo com o como, nem com o porque,
Mas com a essência das coisas...
Não me ajusto a esse mundo matéria
Onde vejo algo tão puro que a ti trouxe
Ser rejeitado, desdenhado e derramado
Como um perfume barato...
O pouco que eu tinha eu te dei...
Na verdade... era tudo o que eu tinha...
mas você não entendeu...
Vou contar sobre o mistério de te amar
Mas hoje não...
Hoje estou ferida
Hoje só quero chorar...
Vou contar sobre o mistério de te amar
Mas hoje não...
Hoje estou ferida
Hoje só quero chorar...
Katia Ceregatto
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